Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Accept
Amazonese
Facebook Like
Twitter Follow
Instagram Follow
AmazoneseAmazonese
Pesquisar
  • Principal
Follow US
© Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Nacional

Saiba como evitar o ‘ouvido de nadador’

3 de setembro de 2026
Compartilhar

Doença é favorecida pela exposição frequente à água; especialista da HU Brasil orienta sobre prevenção e explica o que fazer quando a água fica no ouvidoPraias, rios, igarapés e balneários são destinos frequentes, especialmente nos períodos de temperaturas mais altas. A exposição prolongada à água, porém, pode favorecer a otite externa, popularmente conhecida como “ouvido de nadador”, uma inflamação ou infecção que atinge principalmente a pele do canal auditivo externo que pode começar com sintomas discretos, como coceira, incômodo e sensação de ouvido abafado.

O otorrinolaringologista Diego Farias, do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (HUBFS), integrante do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará (CHU-UFPA) e vinculado à HU Brasil, explica que a exposição frequente à água pode retirar o cerume, que funciona como uma proteção natural do ouvido, além de alterar o pH do canal auditivo e favorecer a proliferação de micro-organismos.

Apesar do nome popular, o problema não é exclusivo de quem pratica natação ou outros esportes aquáticos, como canoagem.

Pode atingir qualquer pessoa em qualquer ambiente em que haja exposição à água, seja rio, igarapé, balneário, piscina ou praia”, explica o especialista

De acordo com o médico, quando a água permanece por muito tempo no local, a umidade também pode provocar a maceração da pele, quando ela amolece, incha e fica mais esbranquiçada, além do surgimento de pequenas fissuras, criando condições favoráveis à proliferação de bactérias.

Exposição frequente aumenta o risco

De acordo com Diego Farias, é comum observar maior ocorrência da otite externa no calor, quando aumenta a procura por rios, praias e balneários como opções de lazer e para se refrescar. “É bem comum que, nos meses de férias ou nos meses mais quentes e úmidos, a otite externa aumente a incidência, tanto no Pará quanto em outras regiões de clima tropical, devido à essa procura por locais de banho e maior exposição prolongada à água”, afirma.

A qualidade da água também merece atenção. O especialista explica que ambientes com maior presença de micro-organismos podem aumentar a possibilidade de infecções. Por isso, a recomendação é evitar locais impróprios para banho e observar as orientações sobre as condições da água nos locais.

Primeiros sinais

Segundo Diego Farias, os sintomas iniciais envolvem coceira leve, sensação de ouvido entupido ou abafado e um incômodo no canal auditivo.

Ao perceber que entrou água no ouvido após um banho de rio, praia ou piscina, a orientação é não tentar retirá-la introduzindo objetos. Uma medida simples é inclinar a cabeça para o lado do ouvido afetado e movimentar delicadamente a parte externa da orelha para favorecer a drenagem”, explicou

Caso a sensação permaneça, o médico explica que é possível utilizar um secador de cabelo, desde que alguns cuidados sejam observados. “Deve ser na temperatura fria, nunca quente, a mais de 30 centímetros do ouvido e fazendo movimentos, para que o vento não fique direcionado continuamente para o canal auditivo”, orienta.

Com a evolução do quadro, podem surgir outros sintomas. Dor, vermelhidão, inchaço ou presença de secreção no ouvido são sinais que merecem atenção. Caso esses sintomas apareçam ou o incômodo persista, a recomendação é procurar atendimento para avaliação e diagnóstico adequados.

Atenção especial às crianças

Nos dias de calor, é comum que as crianças queiram passar longos períodos dentro da água. “Crianças querem virar peixinhos nas férias, mas é importante os pais ou cuidadores terem esse cuidado de não deixar a criança em exposição à água por muito tempo”, pontuou o especialista.

Após sair do banho, os cuidados incluem secar a parte externa do ouvido com uma toalha, inclinar a cabeça para favorecer a drenagem e não introduzir objetos no canal auditivo, como cotonetes.

A avaliação também pode ser importante para crianças com excesso de cerume. Segundo Diego Farias, uma quantidade muito grande de cera pode dificultar a saída da água e favorecer sua permanência dentro do canal auditivo. A retirada, quando necessária, deve ser feita de maneira adequada por um profissional. Caso o incômodo persista ou os sintomas evoluam, a recomendação é procurar avaliação médica.

Por Emiliana Monteiro, com edição de George MirandaUnidade de Imprensa Regional Nordeste e Norte (UIRNN)Gerência Executiva de Comunicação Social (GECS) da HU Brasil

Assuntos Capa
Compartilhar este artigo
Facebook Twitter Email Copy Link Print
Painel Informe Manaus de Satisfação: Gostou da matéria?
Love0
Angry0
Wink0
Happy0
Dead0

Você pode gostar também

Nacional

Ministério da Saúde lamenta falecimento de Paulo Roberto Teixeira

19 de setembro de 2026
Nacional

Os Ministérios da Igualdade Racial e do Esporte repudiam ataques racistas contra o atleta Evandro, do vôlei de praia

19 de setembro de 2026
Nacional

A Anvisa na história recente de 36 anos do Sistema Único de Saúde, o SUS

19 de setembro de 2026
Nacional

Ministérios reúnem representantes do setor produtivo para debater competitividade

18 de setembro de 2026
Nacional

Reforma tributária zera o IBS e o CBS para cooperativas. Saiba como aderir

18 de setembro de 2026
Nacional

Conselho composto por governos, universidades e iniciativa privada vai coordenar política de minerais críticos

18 de setembro de 2026