Em quase dois anos, escola móvel do Ministério das Comunicações passou por 117 escolas e capacitou alunos de todas as regiões do paísA jornada itinerante de formação e capacitação da Carreta Digital, que está em operação há quase dois anos e percorre o Brasil, já formou 16.677 estudantes em 117 escolas públicas distribuídas por oito estados e pelo Distrito Federal. A iniciativa do Ministério das Comunicações, executada pela Rede Brasileira de Certificação, Pesquisa e Inovação (RBCIP), oferece cursos gratuitos de tecnologia a jovens de baixa renda, com o objetivo de prepará-los para as demandas do mercado de trabalho.
“Esses mais de 16 mil alunos que tiveram contato com a Carreta Digital levaram os conhecimentos adquiridos não apenas para a carreira, mas também para a vida e para o futuro do nosso país. A geração que está sendo formada agora será a base para a construção de um Brasil mais democrático, com soberania digital e cidadania”, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
Os dados são do painel de monitoramento da Carreta Digital. Desde o início do projeto, a escola móvel já passou pelo Distrito Federal e pelos estados do Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Roraima, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Piauí. Entre os cursos oferecidos, o de Montagem e Configuração de Computadores de Alto Desempenho (PC Gamer) lidera, representando 38,4% das certificações, seguido por Robótica (27,6%), Manutenção de Celulares (18,6%) e Desenvolvimento de Jogos (13,3%).
Além de reforçar a formação técnica e profissional, o projeto se destaca pelo impacto social e pela diversidade do público. De acordo com o levantamento, a iniciativa atende majoritariamente jovens negros e pardos, que representam 60% dos participantes (46,2% pardos e 12,9% pretos), com predominância da faixa etária entre 14 e 17 anos, matriculados do 8º ano do Ensino Fundamental ao 2º ano do Ensino Médio.
Equipada com impressoras 3D, kits de robótica e computadores de última geração, a carreta proporciona um ambiente imersivo, no qual o conhecimento teórico se une à prática. Para a coordenadora executiva do projeto, Aline Marcon, a iniciativa vai muito além do ensino técnico.
“A Carreta Digital não é apenas um laboratório itinerante; é uma ponte direta para o mercado de trabalho e para a cidadania digital. O projeto une oportunidade profissional, educação e inclusão”, destaca.
