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Nacional

Estado dialoga, define prioridades e o setor privado adere: ‘Política industrial clara’, diz ministro

24 de junho de 2026
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Marcio Elias Rosa, de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, explicou, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, como a Nova Indústria Brasil mobiliza recursos públicos e privados para modernizar a indústria. Já são R$ 709 bilhões de crédito para quase 500 projetos, seguindo diretrizes do Governo do BrasilOs recursos mobilizados pela Nova Indústria Brasil (NIB) têm como objetivo impulsionar a inovação, acelerar a transição para a Indústria 4.0 e ampliar a capacidade exportadora do país com produtos de maior valor agregado. A avaliação foi feita pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante participação no programa Bom Dia, Ministro desta quarta-feira, 24 de junho.
“O presidente Lula fala desde o começo: não há desenvolvimento social se não tiver desenvolvimento econômico, é preciso que um esteja ligado ao outro. É a partir da geração de empregos, da geração de renda, que a gente melhora a condição de vida das pessoas. E para isso, é preciso que tenha uma política industrial clara. E a Nova Indústria Brasil é essa política industrial”, destacou.
• Como mobilizar os recursosMárcio Elias Rosa também ressaltou que cabe ao Governo do Brasil definir prioridades, estruturar programas e disponibilizar recursos por meio de instituições financeiras e de fomento. Ao setor privado, cabe apresentar projetos capazes de acessar as linhas de crédito. “A instituição precisa também disponibilizar recursos e é preciso que o setor privado compareça com um projeto que possa acessar a linha de crédito”, disse.De 2023 a março de 2026, a NIB já aprovou R$ 709 bilhões em crédito para financiar 494 mil projetos que vão impulsionar o desenvolvimento nacional, de acordo com o painel de monitoramento do Plano Mais Produção (P+P).
REFORÇO — Márcio Elias Rosa explicou que os recursos disponibilizados pelo Governo do Brasil para a iniciativa, incluindo os R$ 140 bilhões anunciados nesta semana para investimentos até o fim de 2026, podem ser direcionados às seis missões da política industrial.
“Queremos promover, desde inovação a incorporação de novas tecnologias, promover a transição digital, para que nós tenhamos a chamada indústria 4.0, como também aumentar a nossa capacidade exportadora, para que o Brasil possa estar na cena internacional, não apenas com commodities, o que é muito bom e funciona muito bem, mas também com produtos com valor agregado”, afirmou o ministro.
Leia também:• Lula defende sintonia entre Estado e setor privado em busca do desenvolvimento• Ministro fala de indústria automobilística e de imposto de importação para carros
INDÚSTRIA DIVERSIFICADA — O ministro explicou que estados com base industrial diversificada, como o Paraná, tendem a se beneficiar desse movimento. De acordo com o ministro, o estado é atualmente o quinto maior exportador do país. “É um mercado muito relevante, muito importante e tem feito exportações de commodities, mas também com valor agregado. Nós temos indústrias, inclusive automotiva, importantes no Paraná, indústria de máquinas e equipamentos”, ressaltou.
DESENVOLVIMENTO NACIONAL — De 2023 a março de 2026, a NIB já aprovou R$ 709 bilhões em crédito para financiar 494 mil projetos que vão impulsionar o desenvolvimento nacional, de acordo com o painel de monitoramento do Plano Mais Produção (P+P). Entre os segmentos estratégicos contemplados pela política estão fertilizantes, máquinas agrícolas, insumos farmacêuticos ativos (IFAs), biofármacos, terapias avançadas, mobilidade sustentável, inteligência artificial, audiovisual, minerais críticos e tecnologias duais.
“O fato de que tenham sido contratados não significa que tenham sido já retirados, que tenham sido já recebidos. Sempre que o Palácio se reúne e diz: tem mais R$ 140 bilhões, não significa que sejam R$ 140 bilhões gastos. São R$ 140 bilhões acessíveis ou disponíveis. E aí as pessoas precisam comparecer com condição para ter o crédito”, destacou.
INVESTIMENTO PRIVADO — O ministro destacou ainda que os investimentos privados superam aportes públicos em quatro missões da NIB e citou a cadeia automotiva. “O setor privado, porque confia na política industrial, tem feito anúncios de investimentos. O setor automotivo, de autopeças, já realizou e anunciou R$ 190 bilhões de investimentos, o que supera, e muito, os R$ 19 bilhões que o Governo Federal disponibilizou no início do programa Mover, por exemplo”, explicou.
TARIFAS — Sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, Márcio Elias Rosa afirmou que o Governo do Brasil continua as negociações com a administração norte-americana. “O governo do presidente Lula vem negociando desde o primeiro dia em que essas decisões começaram a ser tomadas lá pelo governo norte-americano, pelo presidente Trump”, disse.
Ele afirmou que as conversas envolvem reuniões semanais entre equipes dos dois países. “No âmbito das investigações que os Estados Unidos conduzem, e eu participo da negociação, a gente tem feito reuniões semanais, técnicas semanais, mostrando por que não pode ter a tarifa, por que não é justa a tarifa, por que está equivocada a conclusão”, destacou o ministro.

QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quarta (24/6) a rádio Rádio Bandeirantes (Campinas/SP); o Blog do Didi Galvão (Petrolina/PE); Portal A Gazeta (Vitória/ES); Jornal do Commercio (Manaus/AM); Portal Viver Maringá (Maringá/PR); Grupo IG (Rio de Janeiro/RJ); Rádio Fortaleza (Fortaleza/CE); e A Gazeta do Acre (Rio Branco/AC).

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