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Nacional

Operação do Governo do Brasil garante aos paulistas crédito para conclusão do túnel Santos-Guarujá

13 de abril de 2026
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Vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e Tomé Franca, de Portos e Aeroportos, encaminham empréstimo de R$ 2,5 bilhões do Banco do Brasil, que viabiliza a contrapartida do Governo de São Paulo na obraO Governo do Brasil anunciou, nesta segunda-feira (13), a formalização do empréstimo de R$ 2,5 bilhões do Banco do Brasil ao projeto de concessão do Túnel Imerso Santos–Guarujá. O crédito viabiliza a contrapartida do Governo de São Paulo na parceria público-privada. O investimento da União, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos, é de pouco mais de R$ 2,5 bilhões. Já a construtora portuguesa Mota-Engil, que assinou o contrato de construção e operação da estrutura, aportou R$ 1,6 bilhão, somando R$ 6,8 bilhões da maior obra do Novo PAC do Governo Federal. A concessão é válida por 30 anos.

Estamos dando um avanço, um avanço importante sob o ponto de vista da federação, do diálogo, da questão democrática ”, afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin. O presidente Lula está dando um grande exemplo de espírito federativo e de ser o melhor parceiro de São Paulo”, completou.

Com 1,5 km de extensão, sendo 870 metros imersos, o túnel contará com três faixas de rolamento por sentido, incluindo uma exclusiva para o VLT, além de acessos dedicados para pedestres e ciclistas. O empreendimento contará também com túnel, acessos urbanos, prédios de acesso e demais instalações destinadas à operação do sistema. As obras devem gerar nove mil empregos diretos e indiretos. A previsão de início é 2027; e de operação, 2031.
Com investimento total estimado em R$ 6,8 bilhões, o empreendimento deve reduzir o tempo de travessia entre as cidades de cerca de 50 minutos para menos de cinco minutos, beneficiando aproximadamente 2 milhões de pessoas na Baixada Santista e gerando cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos.
A operação de crédito , de R$ 2,57 bilhões, estruturada pelo Banco do Brasil tem prazo de 23 anos, carência de 12 meses e taxa de CDI + 1,59% ao ano, e conta com garantia da União. A obra receberá também outros R$ 2,57 bi de recursos federais, por meio da Autoridade Portuária, e o setor privado participa com R$ 1,6 bilhão .
O ministro Tomé Franca, de Portos e Aeroportos, ressaltou a integração modal do projeto como melhoria na qualidade de vida e no desenvolvimento da região, que tem 2 milhões de habitantes. “Nós temos um empreendimento que vai de fato organizar o tempo de quem precisa sair do Guarujá para São Paulo, para Santos, de Santos para o Guarujá, de 50 minutos para 5 minutos. Via de acesso ao pedestre, ciclovia, VLT, e transporte rodoviário para os veículos. É um projeto que foi concebido através de consulta pública, ouvindo a sociedade para que a gente pudesse oferecer à população aquilo que tem de melhor. Infraestrutura urbana e portuária ao mesmo tempo. É um empreendimento que transforma a realidade da região”, afirmou.
Leia também:Em 2024: Governo Federal construirá túnel imerso para ligar Santos a Guarujá
Também presente no evento, o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou a obra como um empreendimento que vai solucionar os impactos que a conexão entre as cidades gera à operação do Porto de Santos, e gerar impacto na qualidade de vida da Baixada Santista. Atualmente, mais de 21 mil veículos passam diariamente pelas duas margens, utilizando balsas e catraias, além de 7,7 mil ciclistas e 7,6 mil pedestres. Já a estimativa de trânsito para o túnel é de 78 mil usuários por dia.
“É um dia histórico. O Porto de Santos é o maior da América Latina. Um terço das exportações e importações brasileiras chega ou sai por ele. A travessia Guarujá-Santos é uma das maiores do mundo. O túnel vai evitar esse conflito com a travessia marítima. Essa obra é um grande ganho para o Porto, que vai atrair investimento e melhorar a qualidade de vida. Quem ganha com isso é o Brasil, com melhor infraestrutura, competitividade e eficiência”, ressaltou.
O evento contou com a presença da presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros; do ministro da Fazenda, Dario Durigan; e do Secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Samuel Kinoshita.

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