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Nacional

Renan Filho: no passado, levariam quatro anos para fazer obras que fazemos em um

12 de março de 2026
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Ministro dos Transportes, ao anunciar estágio final de duas obras viárias no Paraná, faz comparação com volume de recursos e tempo dedicados anteriormente. “Como fazer obras com aquele investimento anterior? Não dava para fazer”, comentouO ministro dos Transportes, Renan Filho, participou na tarde desta quinta-feira (12/3) de cerimônia em que foram anunciados novos investimentos do Governo do Brasil para a conclusão de obras de infraestrutura no Paraná. Ele destacou que os R$ 752 milhões destinados a duas obras – um contorno viário em Maringá e a finalização do último trecho da rodovia Boiadeira, entre Serra dos Dourados e Cruzeiro do Oeste – correspondem quase ao total de investimentos alocados pelo governo anterior no estado, em quatro anos. 

Veja bem, a ministra Gleisi [Hoffmann] disse aqui que o governo passado investia R$ 200 milhões, por ano, no Paraná. Só essas duas obras, elas serão R$ 752 milhões. Se pegasse todo o dinheiro que era investido no governo passado, levaria quatro anos para terminar só essas duas”, disse Renan Filho.

O ministro fazia referência à fala anterior, da titular da Secretaria de Relações Institucionais, a paranaense Gleisi Hoffmann, que participou da cerimônia. “E aí eu pergunto”, continuou Renan, “como fazer as obras que o governo, que o Estado do Paraná precisa, com aquele investimento? Não dava para fazer”.
Na cerimônia, realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram assinadas duas ordens de serviço. Uma delas autoriza obras de conclusão do Contorno Sul Metropolitano de Maringá, na BR-376/PR. Com investimento de R$ 409 milhões, a obra vai desafogar o fluxo intenso de veículos, especialmente de cargas.
A outra autorização é para executar o quarto e último trecho da BR-487/PR, conhecida como Estrada Boiadeira, entre Serra dos Dourados e Cruzeiro do Oeste. A obra, com aporte de R$ 321,2 milhões, abrange 37 quilômetros e corresponde ao último segmento necessário para concluir a ligação entre Campo Mourão, na região central do Paraná, e a divisa com Mato Grosso do Sul. A rodovia conecta áreas produtoras de grãos ao Porto de Paranaguá.
Os projetos estão sendo realizados com participação de investimentos privados. Renan Filho afirmou que a atração desses recursos também representa diferença em relação a período anterior ao Governo Lula. Segundo o ministro, o conjunto das obras de transporte no Paraná prevê a alocação de R$ 100 bilhões em parcerias público-privadas.

Cem bilhões de reais de investimento [no Paraná]. Só para uma comparação, três vezes mais do que o governo passado fez com recursos públicos no Brasil todo, no Brasil inteiro, eles investiram cerca de R$ 30 bilhões de reais”, disse Renan, referindo-se a projetos no setor rodoviário.

Dirigindo-se ao presidente Lula, completou: “No governo do senhor, nós vamos investir R$ 65 bilhões a R$ 70 bilhões [recursos públicos na área de transporte], nós mais do que dobramos o investimento no país. Só no Paraná, com o esforço, nessa parceria público-privada, nós vamos investir 100 bilhões de reais agora e vamos atrair 400 bilhões de reais ao longo desse ciclo, que é o maior ciclo de concessão rodoviária da história do país”, finalizou.
Durante a cerimônia, foi autorizada ainda a licitação para reforma e ampliação do terminal de passageiros e modernização da torre de controle do Aeroporto Regional de Maringá, com investimento de R$ 129,1 milhões, e a assinatura do contrato de concessão para exploração e administração da infraestrutura do acesso aquaviário ao Porto de Paranaguá, estimado em R$ 1,23 bilhão. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participou da cerimônia, assim como o ministro da Casa Civil, Rui Costa.
 
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Porto em expansão
Já o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou a relevância dos investimentos para o acesso aquaviário ao Porto de Paranaguá. “Com essa concessão, nós teremos a dragagem de manutenção sendo feita ano a ano. Isso vai dar segurança e previsibilidade para o setor produtivo. E mais do que isso, o Porto de Paranaguá é o segundo maior porto do Brasil, tem uma característica estratégica nas operações de granéis vegetais, é um porto estratégico para o agronegócio, já que é o que movimenta o maior volume de fertilizantes do Brasil”, disse.
Ainda na cerimônia, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, lembrou que o Governo do Brasil desenvolve outros tipos de iniciativas no estado. “Além desses investimentos em infraestrutura, a gente tem investimentos grandes que foram feitos no Paraná: a Unila, nossa universidade latino-americana, na qual a Itaipu vai investir quase R$ 800 milhões para retomar as obras; a Fafen [Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados], que foi reaberta lá no Paraná e vai chegar a investimentos de R$ 1 bilhão; os investimentos na Repar, nossa refinaria da Petrobras; o Minha Casa Minha Vida e todos os investimentos do PAC”, citou.
Saiba mais sobre os projetos
MARINGÁ — O Contorno Sul Metropolitano de Maringá contará com aproximadamente 13 quilômetros em pista dupla na BR-376. A obra inclui serviços de terraplenagem, drenagem, iluminação, sinalização e dispositivos de segurança viária, além da construção de pontes e viadutos. O investimento, previsto no Novo PAC, é de R$ 409 milhões.
Com o novo traçado, o tráfego pesado deixará de passar pela área urbana de Maringá, o que vai reduzir congestionamentos e aumentar a segurança e a fluidez do trânsito. A intervenção também beneficiará diretamente os municípios de Paiçandu, Sarandi e Marialva.
ESTRADA — A pavimentação do quarto e último trecho da BR-487, conhecido como Estrada Boiadeira, será entre Serra dos Dourados e Cruzeiro do Oeste. Com aporte de R$ 321,2 milhões do Novo PAC, o segmento de 37 quilômetros também passará por serviços de terraplenagem, sistemas de drenagem e sinalização. Este é o último trecho necessário para completar o corredor viário que liga Campo Mourão à divisa com Mato Grosso do Sul. Com a conclusão da Estrada Boiadeira, o trajeto entre Naviraí (MS) e Paranaguá (PR) será reduzido em cerca de 80 quilômetros.
Atualmente, cerca de 3,6 mil veículos circulam diariamente pela Estrada Boiadeira, com destaque para o transporte de soja, milho, cana-de-açúcar, carne bovina e insumos agroindustriais. O corredor conecta regiões produtoras aos centros consumidores e aos portos do Sul do país, especialmente o Porto de Paranaguá.
ACESSO AO PORTO — Os investimentos do acesso aquaviário ao Porto de Paranaguá (PR) são destinados à dragagem, manutenção e gestão da infraestrutura aquaviária que conecta o porto ao mar aberto. Inaugurando um novo modelo de gestão para canais de acesso portuários, iniciado em 2023, a assinatura do contrato de concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá (PR) marca um avanço relevante para a logística portuária brasileira.
Com a iniciativa, o canal terá o calado ampliado para 15,5 metros, permitindo a operação de navios de maior porte e aumentando a capacidade operacional do complexo portuário. A medida tende a reduzir custos logísticos e fortalecer o escoamento da produção agrícola do Sul e do Centro-Oeste do país.
O Porto de Paranaguá (PR) é um dos principais corredores logísticos do país, com forte atuação no escoamento de grãos e outras commodities agrícolas, conectando a produção nacional aos mercados internacionais.
O complexo portuário também passa por outras intervenções estruturantes, como a obra do Moegão, novo sistema de descarga ferroviária do corredor de exportação, cujas obras já superaram 95% de execução, sendo o maior projeto público portuário em andamento no Brasil. Com mais de R$ 650 milhões investidos via BNDES, o projeto irá aumentar em 60% a capacidade ferroviária do Porto, passando dos atuais 550 para 900 vagões por dia.
O empreendimento deve ampliar a eficiência logística do porto, aumentando a capacidade de recepção de grãos e reforçando a integração entre ferrovia e terminal portuário.
AEROPORTO — Com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), o Governo do Brasil autorizou a licitação de duas obras para o Aeroporto Regional de Maringá (PR): a reforma e ampliação do terminal de passageiros e a modernização da torre de controle. O projeto faz parte do Novo PAC e contará com investimentos de R$ 129,1 milhões.
Do total de recursos, R$ 100,4 milhões serão investidos pelo Ministério de Portos e Aeroportos, por meio do FNAC, e R$ 29,1 milhões serão aportados pelo governo estadual e pela prefeitura. A previsão é que todas as obras sejam concluídas até o final de 2030.
As obras vão aumentar a capacidade do aeroporto e melhorar a experiência dos passageiros. A expectativa é de que o terminal possa atender cerca de 1,3 milhão de pessoas nos próximos anos. Em 2025, o aeroporto movimentou aproximadamente 868 mil passageiros.
Com a ampliação, o terminal de Maringá, que tem cerca de 4 mil metros quadrados, passará a ter 8,5 mil metros quadrados, mais do que o dobro do tamanho atual. O projeto inclui a construção de pontes de embarque, instalação de totens de autoatendimento e implantação do sistema common use, que permite que diferentes companhias aéreas utilizem os mesmos balcões e equipamentos, tornando o atendimento mais rápido.
Estão previstas também a instalação de escadas rolantes e elevadores, novos espaços comerciais, como cafés, e uma sala multissensorial para acolher passageiros com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Além disso, todos os sistemas do prédio serão renovados, incluindo redes elétrica, hidráulica, climatização e prevenção contra incêndio. O projeto também prevê melhorias na infraestrutura, como reforma da cisterna, novos reservatórios de água para combate a incêndio e construção de uma Estação de Tratamento de Efluentes.
As obras serão feitas em quatro etapas para que o aeroporto continue funcionando normalmente: reforma da área de embarque de veículos, ampliação do prédio do terminal, reforma da estrutura atual e modernização da área de desembarque, com novas esteiras de bagagem.
Além do terminal, a torre de controle do aeroporto também será reformada e receberá novos equipamentos de auxílio à navegação aérea. Durante as obras, uma torre provisória será instalada para garantir a continuidade das operações.
Com informações do Palácio do Planalto

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