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Nacional

Novo PAC fortalece indústria naval com a Fragata Cunha Moreira, feita no Brasil

26 de junho de 2026
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O lançamento ao mar e o batismo da Fragata Cunha Moreira, terceira embarcação do Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), marcaram nesta sexta-feira (26), em Itajaí (SC), mais um avanço na modernização da Marinha do Brasil e no fortalecimento da indústria nacional de defesa. Integrante da Nova Indústria Brasil (NIB), o programa promove a transferência de tecnologia, estimula a produção nacional e contribui para a soberania do país. A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, participou da cerimônia ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Com investimentos estimados em R$ 13,9 bilhões entre 2019 e 2030, dos quais R$ 10,5 bilhões integram o Novo PAC, o Programa Fragatas Classe Tamandaré deverá gerar cerca de 23 mil empregos, sendo 2 mil diretos, 6 mil indiretos e 15 mil induzidos, ao longo de sua execução.
A ministra Miriam Belchior destacou que os investimentos do Novo PAC vão além da execução de obras, pois impulsionam a capacidade produtiva e tecnológica da nação. “O Novo PAC não faz só obra. O programa visa ao futuro do país. Estamos olhando esses investimentos como uma oportunidade para ampliar a capacidade produtiva e tecnológica do Brasil e preparar o país para, no futuro, exportar produtos sofisticados para o resto do mundo”, afirmou.

O Novo PAC não faz só obra. O programa visa ao futuro do País”

A Fragata Cunha Moreira é a terceira embarcação da Classe Tamandaré construída em Itajaí, e seu lançamento ao mar indica que ela está apta a navegar. A entrega definitiva do navio ao setor operativo da Marinha ocorrerá em 2028, após a instalação de sistemas, armamentos e outras etapas internas.
Na cerimônia, o presidente Lula ressaltou que o programa representa um passo importante para o fortalecimento da soberania nacional. “É com muito orgulho que eu venho participar de mais um lançamento de uma fragata brasileira. Isso, para mim, não é um navio. Não é um monte de ferro com produtos tecnológicos de primeira linha. Isso é o começo de um país que vai assumir, de fato, o direito de ser soberano.”
O presidente acrescentou que a Defesa está entre as prioridades do Governo Federal para o desenvolvimento do país. “Além da educação, da saúde, da transição energética e da inteligência artificial, a Defesa faz parte das minhas prioridades para transformar esse país no verdadeiro país que ele tem que ser.”
O PROGRAMA – O Programa Fragatas Classe Tamandaré prevê a construção e a incorporação de quatro navios militares de alta complexidade tecnológica para modernizar e expandir a capacidade operacional da Marinha do Brasil. As embarcações possuem capacidade de deslocamento de 3.500 toneladas, 107 metros de comprimento, convés de voo e hangar para helicópteros, além de radares, sistemas de armas avançados e sensores integrados, atendendo aos mais rigorosos padrões de navegabilidade, estabilidade, operação, desempenho e segurança.
A primeira fragata do PFCT, Tamandaré, já foi lançada e incorporada à Marinha do Brasil. Na sequência, a Jerônimo de Albuquerque foi entregue em agosto de 2025, com incorporação prevista para o primeiro semestre de 2027. A quarta embarcação, Mariz e Barros, começou a ser construída no início deste ano, e a cerimônia de batismo deverá acontecer ainda em 2026.
O PFCT permitirá ao país ampliar sua capacidade de proteger a Amazônia Azul – área marítima brasileira com mais de 5,7 milhões de quilômetros quadrados – , realizar operações de busca e salvamento e cumprir compromissos internacionais.
NACIONALIZAÇÃO – Além dos impactos na área de defesa, o programa impulsiona a indústria brasileira ao estimular a nacionalização de sistemas avançados, a transferência de tecnologia e a qualificação de empresas nacionais para atuar na produção, manutenção e modernização das embarcações ao longo de todo o seu ciclo de vida. A iniciativa também gera demanda para a cadeia produtiva nacional, extrapolando o entorno do estaleiro e promovendo maior inclusão produtiva em diversos segmentos industriais.

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