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Nacional

Maior legado da Copa do Mundo Feminina é incluir mais meninas jogando futebol, afirma ministro

17 de junho de 2026
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Para titular do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, objetivo é que evento que vai ser realizado no ano que vem no Brasil diminua as diferenças existentes entre o futebol masculino e femininoDaqui a pouco mais de um ano, os olhos do mundo do futebol vão estar voltados para Brasil. No dia 24 de junho do ano que vem, vai ser dado o pontapé inicial para a Copa do Mundo Feminina da Fifa, a primeira disputada na América do Sul.
E o torneio vai ser a oportunidade para promover a igualdade de gênero e incluir mais meninas e mulheres na prática do futebol. Foi o que afirmou o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, durante o programa Bom Dia, Ministro desta quarta-feira (17/6), transmitido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
“Eu garanto a todas as brasileiras e brasileiros que nós vamos fazer a melhor e a maior Copa do Mundo feminina que já teve na história. Porque para nós é uma virada de chave, uma mudança na realidade sociocultural, do alcance que se tem do futebol masculino e do feminino”.

Nós devemos ter certeza que o maior legado que nós vamos ter nessa Copa não é um legado de infraestrutura física, de equipamentos do esporte, mas é uma mudança de visão, sociocultural, de incluir mais meninas e jovens, para essa prática esportiva, que já foi proibida lá atrás, até legalmente, e isso fez com que nós tivéssemos esse quase fechamento do ponto de vista cultural”, disse o ministro

O torneio do ano que vem terá 32 seleções e jogos em oito sedes: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Leia tambémPresidente Lula sanciona Lei Geral da Copa do Mundo Feminina no Brasil em 2027
A sanção da Lei Geral da Copa no início deste mês representa um marco para a realização da Copa do Mundo Feminina da Fifa 2027 no Brasil. A legislação estabelece regras para a organização do torneio, garantindo segurança jurídica, operacional e institucional. Além disso, a lei incorpora princípios alinhados às políticas públicas do Governo do Brasil e focados no legado para as mulheres. Entre seus aspectos está a promoção da igualdade de gênero, combate à discriminação e fortalecimento do futebol feminino.
A lei também autoriza o prêmio de R$ 500 mil para cada atleta da Seleção Brasileira que conquistou o bronze no torneio de 1988, considerado o primeiro grande torneio mundial feminino organizado pela Fifa.

Nós vamos ter a Copa hoje em oito sedes no Brasil, distribuídas por todo o território nacional. Obviamente que foi levado em consideração pela Fifa a qualidade das arenas que nós temos hoje, mas nós vamos levar o futebol feminino para todos os espaços. Os estados em que as capitais em que nós não temos hoje uma sede, nós vamos ter também outros espaços para treinamento, ou para acolhimento das torcidas, das diversas delegações que estão chegando no Brasil.”

“Nós já estamos fazendo uma Copa feminina com o legado que foi implementado em 2014 com a Copa masculina, em 2016 com as Olimpíadas no Brasil, e eu tenho certeza que, para além da questão dos espaços físicos que nós temos concretizados para os eventos da Copa, nós vamos trabalhar também com a construção de equipamentos voltados especificamente para o futebol feminino, como por exemplo o estádio e o ginásio que estão sendo construídos com recursos públicos do Governo Federal em Araraquara, em São Paulo que sempre foi um município de vanguarda para o futebol feminino, e esse modelo a gente vai levar para outras cidades”, explicou o ministro.
▶️ Assista à íntegra do Programa Bom Dia, Ministro
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