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Nacional

Exército conduz exercício de defesa antiaérea e testa inovações no combate a drones

7 de agosto de 2026
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Um exercício realizado no Campo de Instrução de Formosa, em Goiás, demonstrou grande parte das capacidades da defesa antiaérea do Exército Brasileiro e buscou, pela primeira vez, testar novas soluções para a proteção do espaço aéreo contra ameaças de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (SARP), conhecidos como drones. Conduzido pelo Comando de Defesa Antiaérea do Exército, o Exercício Sagitta Primus 2026 reuniu mais de 500 integrantes de 23 organizações militares da Força Terrestre e contou com participantes e equipamentos da Força Aérea Brasileira.
O exercício incluiu atividades como ocupação de posição, identificação de ameaças, localização de alvos, proteção de pontos sensíveis, camuflagem das posições, monitoramento do espaço aéreo e a execução de tiros de armas coletivas, entre os quais disparos do canhão do blindado Gepard e de metralhadoras calibre .50 embarcados na Viatura Blindada Guarani. As atividades contaram com o apoio de radares de busca SABER M60 e SABERM200 e com o uso de Centros de Operações Antiaéreas Eletrônicos. O Comando de Artilharia do Exército e o Centro de Instrução de Guerra Eletrônica também auxiliaram as ações.
Testes
Coordenada pelo Centro de Doutrina do Exército (CDOUT), a primeira experimentação doutrinária realizada em uma edição do Exercício Sagitta Primus consistiu na atuação de uma seção anti-SARP. O objetivo dos testes foi coordenar soluções de combate cinéticas (confronto direto ao SARP físico) e não cinéticas (anulação das frequências que controlam o SARP), procedimento que integra defesa antiaérea com defesa antidrone e aplica o conceito de proteção em camadas de altitude e alcance. No Exercício, foram empregados bloqueadores como o SCE 0100 (IACIT) e o SCJ 2000M (AICOX), operados por militares do 1º Batalhão de Guerra Eletrônica (1º BGE).
O Sagitta Primus também contou com a participação de empresas da Base Industrial de Defesa convidadas para demonstrar inovações em sistemas anti-SARP, como torres de identificação e análise de sinais, fuzis de interceptação de frequência e drones de combate para interceptação cinética.
Artilharia Antiaérea 
No Exército Brasileiro, a Defesa Antiaérea é atribuição do Comando de Defesa Antiaérea do Exército, sediado no Forte dos Andradas, em Guarujá (SP), e subordinado ao Comando Militar do Sudeste (CMSE). A Artilharia Antiaérea pode receber dois tipos de missões: antiaérea (missão principal) e de superfície (missão eventual). A missão antiaérea consiste em defender localidades ou tropas contra ameaças aeroespaciais hostis, seja impedindo, seja dificultando reconhecimentos ou ataques aéreos inimigos, ou neutralizando a utilização do espaço aéreo por forças hostis. Já a missão de superfície consiste em atuar contra alvos terrestres ou navais, complementando a ação de outros meios.

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