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Nacional

Em Barcelona, Lula destaca solidez da economia brasileira e convida empresários a investir no país

17 de abril de 2026
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Às vésperas da entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia, Cúpula Empresarial Espanha-Brasil fomentou a diversificação das trocas comerciaisO presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da Cúpula Empresarial Espanha-Brasil, nesta sexta-feira, 17 de abril, em Barcelona. O evento foi promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores e a Confederación Española de Organizaciones Empresariales (CEOE).
Lula agradeceu aos empresários espanhóis pela confiança que eles têm demonstrado ao Brasil ao longo deste mandato presidencial e dos seus mandatos anteriores.

Desde a minha primeira eleição, eu dizia que, para que os empresários sejam motivados a fazer investimento no Brasil, é preciso que o presidente tenha a capacidade de mostrar aos investidores estrangeiros as possibilidades concretas que eles têm de fazer os seus investimentos e as possibilidades de retorno dos seus investimentos”, afirmou.

Durante o evento, o presidente destacou os bons resultados da economia nacional, como a menor inflação acumulada em quatro anos da história do país. “Estamos com o maior crescimento da massa salarial no Brasil. Estamos com o menor desemprego da história do Brasil. Temos o maior financiamento para o agronegócio da história do Brasil, e vamos bater outra vez recorde de produção agrícola. Vamos chegar a mais de 350 milhões de toneladas de grãos. Além disso, nós temos a Nova Indústria Brasil, que vai chegar a quase R$ 600 bilhões de investimentos, sobretudo no setor de fármacos”, relatou.
Leia também:• Brasil e Espanha firmam acordo sobre minerais críticos e ampliam cooperação• Iniquidade social fomenta o extremismo, inimigo da democracia, alertam Lula e Sánchez• Na Espanha, Lula reafirma que busca por paz e direitos, e não o extremismo, é a resposta
“Nós, então, podemos dizer para vocês, se tem um lugar tranquilo que vocês podem investir é o Brasil. Vocês sempre serão bem-vindos ao Brasil. Nós temos que incentivar os empresários brasileiros a fazerem investimentos em outros países, ao mesmo tempo em que a gente quer atrair capital dos países para o Brasil”, concluiu Lula.
O encontro reuniu autoridades, lideranças empresariais e representantes de setores estratégicos dos dois países. O evento integra a agenda de fortalecimento das relações bilaterais entre Brasil e Espanha, com foco na construção de parcerias sustentáveis e na diversificação das trocas comerciais em um cenário global dinâmico.
ACORDO MERCOSUL-UE — O ministro Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) lembrou que, em 1º de maio, entrará em vigor o acordo Mercosul-União Europeia, que contou com o apoio do governo espanhol para sua aprovação. “A partir de 1º de maio, nós teremos a desgravação imediata de pelo menos 540 bens que são reciprocamente importados e exportados. Por isso, é necessário que façamos diálogos com o setor privado e com o setor público. Alguns produtos, milho, etanol, arroz, proteína animal, suína ou de aves, começam já a ter cotas e a alíquota é zero. E nós precisamos de um setor privado devidamente informado para que esse comércio se expanda”, explicou.
“A nossa expectativa é que, com a vigência efetiva do Acordo Mercosul-União Europeia, se nós pegarmos só os 543 produtos que vão ter uma desgravação, que vai sair a tarifa imediatamente para zero, isso pode dar um ganho, ainda este ano, de mais 1 bilhão de dólares de exportação do Brasil, que se somariam aos quase 50 bilhões de exportação que o Brasil já tem”, apontou o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller.
A força das relações entre os dois países foi ressaltada pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. “O Brasil tem superávit com a Espanha. Agora, a qualidade do comércio é favorável à Espanha. Então, há um equilíbrio. Agora, o que é mais importante? É que a Espanha é o segundo maior investidor histórico do Brasil. A Espanha tem um papel decisivo, muito relevante, e é muito bem vista pela população brasileira”, comentou.
AGENDA — Mais cedo, nesta sexta (17), o presidente Lula participou de reunião restrita com o presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, e da Reunião Plenária da I Cúpula Brasil-Espanha. Os dois países firmaram ao todo 15 atos. Entre eles está um memorando de entendimento para fortalecer a cooperação no setor de minerais críticos, considerados estratégicos para a transição energética, a transformação industrial e a segurança econômica. O acordo prevê colaboração ao longo de toda a cadeia de valor, da exploração e mineração ao refino, reciclagem e desenvolvimento tecnológico, com ênfase em inovação, sustentabilidade e responsabilidade socioambiental.
CORRENTE DE COMÉRCIO — A Espanha é a oitava maior parceira comercial do Brasil, com corrente de comércio que alcançou 12,6 bilhões de dólares em 2025, com superávit brasileiro de 4,96 bilhões. A corrente de comércio bilateral foi de US$ 12,6 bilhões em 2025. As exportações brasileiras somaram US$ 8,78 bilhões, e as importações, US$ 3,82 bilhões, com superávit favorável ao Brasil em US$ 4,96 bilhões.
PRINCIPAIS PRODUTOS — Os principais produtos na pauta exportadora brasileira em 2025 foram óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (36,8%); soja (18,2%) e minérios de cobre (7,2%). Em anos recentes, a pauta tem incluído também aeronaves da Embraer. Entre os produtos importados pelo Brasil no ano passado, destacaram-se óleos combustíveis de petróleo (11,2%) e medicamentos diversos (10,5%).
EXPORTAÇÕES — Em 2025, a Espanha foi o quinto maior destino global para as exportações brasileiras (2,52% do total), depois de China, Estados Unidos, Argentina e Países Baixos. A nação ibérica é o segundo maior destino no âmbito da União Europeia (17,7% do total), atrás apenas dos Países Baixos.
US$ 50 BILHÕES — A Espanha tem figurado entre os principais investidores no Brasil por mais de duas décadas, com estoque de cerca de 50 bilhões de dólares em 2024. Mais de mil empresas espanholas atuam em território brasileiro, com destaque para os setores financeiro (Santander, Mapfre), de comunicações (Telefónica/Vivo) e de energia (Repsol, Iberdrola/Neoenergia). A Espanha é importante destino para investimentos brasileiros diretos no exterior, com estoque estimado em US$ 8,23 bilhões em 2024. Destacam-se investimentos brasileiros, em anos mais recentes, nos segmentos de ciência, tecnologia, inovação e alimentos.

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