Em agenda no Palácio da Justiça nesta quinta-feira (25), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, assinou o termo de execução descentralizada que destina R$ 30 milhões ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Os recursos serão aplicados na ampliação da capacidade tecnológica do órgão, no fortalecimento das ações de inteligência financeira voltadas ao enfrentamento da lavagem de dinheiro e na estruturação de bases operacionais em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Foz do Iguaçu (PR).
A iniciativa integra o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, que tem como uma de suas diretrizes a asfixia financeira das organizações criminosas. Nesse contexto, o Coaf participa dos Centros Integrados de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifras), atuando em conjunto com instituições como a Polícia Federal (PF), a Receita Federal (RF) e o Banco Central (BC) para ampliar a capacidade do Estado de rastrear recursos ilícitos e interromper mecanismos de financiamento do crime organizado.
“Esse investimento demonstra nossa estratégia de enfraquecer a estrutura financeira dos grupos criminosos. Estamos fortalecendo o Coaf com um aporte equivalente a sete anos do orçamento discricionário do órgão, com a certeza de que cada centavo será aplicado para ampliar a transparência financeira no País. O investimento em inteligência e tecnologia eleva o nosso patamar de combate ao crime organizado”, declarou o ministro Wellington Lima.
Autoridades se reuniram no MJSP para assinatura do termo. Foto: Tom Costa/MJSP
De acordo com o presidente do Coaf, Ricardo Saadi, o aporte do MJSP garantirá a instalação de bases do órgão em cidades consideradas estratégicas para o combate à lavagem de dinheiro.
“Estamos crescendo e, agora, vamos crescer ainda mais. A expansão para o Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu e São Paulo já é uma realidade. Vamos modernizar o parque tecnológico, desenvolver sistemas e promover treinamentos para ampliar nossa capacidade de atuação no enfrentamento aos crimes financeiros”, afirmou.
A importância da asfixia financeira das organizações criminosas por meio da inteligência também foi destacada pelo secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas.
“O Coaf realiza um trabalho essencial para a elucidação de crimes de natureza fiscal e financeira. Assim como o crime se transforma, as instituições responsáveis por enfrentá-lo precisam se modernizar, adotando estratégias cada vez mais atualizadas e utilizando a tecnologia a favor do combate ao crime organizado”, explicou.
A formalização da destinação dos recursos contou com a presença do assessor especial do ministro do MJSP, Daniel Hirata; da secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula; e da secretária-executiva do Coaf, Carolina Yumi de Souza.
