O espetáculo do Rio Tapajós, a cultura ribeirinha e uma gastronomia exótica transforma o Pará em um destino inesquecívelQuando as águas dos rios da região Norte do país baixam, no início do ano, e revelam cenários paradisíacos. Alter do Chão, um charmoso distrito de Santarém, no Pará, ganha o merecido apelido de Caribe Amazônico. Com dias de sol pleno, o destino oferece uma experiência única que substitui o oceano pela imensidão de águas doces, esverdeadas e mornas do majestoso Rio Tapajós.
Alter do Chão mistura a energia das praias fluviais com o mistério e a riqueza da floresta amazônica. Longe do agito das metrópoles, o turista encontra ali um refúgio com um pôr do sol que é considerado um dos mais belos do país.
PRAIAS E NATUREZA – As praias de Alter do Chão aparecem principalmente durante a vazante do rio, com extensas faixas de areia fina e branca cercadas pela floresta: – Ilha do Amor: O cartão-postal bem em frente à vila. Para chegar, basta uma rápida travessia em pequenas canoas a remo (as catraias). Tem ótima estrutura de barracas onde você pode petiscar com os pés na água. – Ponta do Cururu: Uma imensa ponta de areia que entra pelo rio, ideal para contemplar o pôr do sol. – Ponta de Pedras: Mistura areia branca com formações rochosas escuras, criando um contraste belíssimo, além de ser um ótimo ponto para provar os peixes assados da região. – Canal do Jari: Um passeio de barco pelos igapós (floresta inundada) e vitórias-régias, onde o turista pode observar aves, preguiças, jacarés e macacos em seu habitat natural.
DIVERSÃO E CULTURA – A imersão cultural e o ecoturismo são tão impressionantes quanto o banho de rio: – Serra da Piraoca: Uma trilha curta, mas íngreme, leva ao ponto mais alto da região. Lá de cima, a vista de 360 graus permite ver a imensidão do Rio Tapajós, o Lago Verde e a copa das árvores da Amazônia. – Floresta Nacional do Tapajós (Flona): Passeio obrigatório para quem quer entrar na selva. Com guias locais, caminha-se entre árvores centenárias gigantescas e visita-se comunidades ribeirinhas e indígenas que vivem de forma sustentável. – Noites na Vila: O centro de Alter é charmoso e acolhedor. À noite, a praça principal ganha vida com feirinhas de artesanato e rodas de Carimbó.
CULINÁRIA – A gastronomia paraense é uma das mais ricas e originais do Brasil. Em Alter, o Tambaqui e o Pirarucu assados na brasa são os reis da mesa. É impossível visitar a região sem provar o Tacacá, um caldo quente servido na cuia feito com tucupi, camarão seco e jambu. Outra experiência é o Açaí em sua forma original: consumido puro, servido como acompanhamento para peixe frito e farinha de tapioca.
COMO CHEGAR – A principal porta de entrada é o Aeroporto Internacional Maestro Wilson Fonseca, em Santarém (STM), que recebe voos diretos de grandes capitais como Belém, Manaus e Brasília. Do aeroporto de Santarém até a vila de Alter do Chão, são cerca de 34 quilômetros percorridos em rodovia asfaltada (PA-457), um trajeto de aproximadamente 40 minutos que pode ser feito de táxi, transfer ou ônibus.
Por: Bárbara Magalhães
