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Nacional

Hospital em Campo Grande (MS) realiza procedimento inédito de cardiologia com uso de tecnologia avançada

19 de março de 2026
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Com o uso do Ecocardiograma Transesofágico Intraoperatório, os profissionais puderam ter imagens em tempo real do coração, o que possibilita ajustes imediatos na técnica, reduz riscos e contribui para melhores desfechos.
Campo Grande (MS) – O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap -UFMS/Ebserh) realizou um procedimento de alta complexidade com o apoio do Ecocardiograma Transesofágico Intraoperatório, aliado à atuação integrada do chamado Heart Team. A abordagem foi fundamental no tratamento de uma fístula intracardíaca aorto-cavitária — condição rara e potencialmente grave. O procedimento ocorreu na última terça-feira (17).

Esse tipo de fístula, que estabelece uma comunicação anormal entre a aorta e cavidades cardíacas direitas, pode estar associada a infecções, aneurismas ou complicações cirúrgicas. Diante da complexidade, o sucesso do tratamento depende de uma atuação coordenada entre diferentes especialistas.

No Humap, esse cuidado é garantido pelo conceito de Heart Team, que reúne cirurgiões cardiovasculares, cardiologistas clínicos, ecocardiografistas, anestesistas e perfusionistas. A integração entre esses profissionais permite decisões mais assertivas e um planejamento cirúrgico altamente qualificado.

Durante o procedimento, o uso do Ecocardiograma Transesofágico Intraoperatório foi decisivo. A tecnologia fornece imagens em tempo real do coração, funcionando como um verdadeiro “olho clínico” dentro do centro cirúrgico. Isso possibilita ajustes imediatos na técnica, reduz riscos e contribui para melhores desfechos.

A ecocardiografista Dra. Ana Christina Wanderley Xavier, que participou do primeiro caso realizado no hospital com esse recurso, destaca a importância da ferramenta: “O ecocardiograma transesofágico intraoperatório permite uma avaliação contínua e detalhada das estruturas cardíacas durante a cirurgia. Ele orienta a equipe em tempo real, garantindo mais segurança e precisão em cada etapa do procedimento.”

Além de ampliar a segurança, o uso do Ecocardiograma Transesofágico Intraoperatório é atualmente considerado padrão ouro em cirurgias cardíacas complexas, por possibilitar avaliação imediata dos resultados cirúrgicos ainda em sala operatória, reduzindo a necessidade de reintervenções e elevando a qualidade da assistência prestada.

Para a superintendente do Humap , Andrea Lindenberg, a conquista reforça o compromisso da instituição com a excelência no atendimento.

“A atuação integrada do Heart Team, aliada à incorporação de tecnologias avançadas, demonstra a capacidade do Humap em oferecer assistência de alta complexidade com segurança e qualidade. Esse é um avanço significativo para nossos pacientes e para o fortalecimento do SUS”, destaca.

O cirurgião cardiovascular Marco Antonio Araujo de Mello também ressalta o impacto da atuação conjunta e da tecnologia no centro cirúrgico: “Estamos falando de um procedimento de alta complexidade, em que cada decisão precisa ser precisa e imediata. O Ecocardiograma Transesofágico Intraoperatório nos dá uma visão em tempo real que complementa a abordagem cirúrgica e aumenta significativamente a segurança do paciente. Associado ao trabalho do Heart Team, conseguimos resultados mais eficazes e com menor risco de complicações.”

O método é amplamente recomendado por diretrizes internacionais, sendo indicado com forte evidência em cirurgias valvares, correção de cardiopatias congênitas, cirurgias de aorta torácica, suspeitas de endocardite infecciosa e na correção de fístulas intracardíacas — como no caso realizado no Humap .

Atualmente, o Ecocardiograma Transesofágico Intraoperatório é considerado um dos pilares da cirurgia cardíaca moderna, atuando como guia em tempo real e ferramenta de controle de qualidade antes da finalização do procedimento.

Com essa iniciativa, o Humap -UFMS/Ebserh reafirma seu papel como centro de referência, investindo continuamente na qualificação das equipes e na adoção de tecnologias que impactam diretamente na vida dos pacientes.

Sobre a Ebserh

O Humap-UFMS faz parte da Rede Ebserh desde dezembro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

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